Elizabeth Peyton





"Elizabeth Peyton faz pequenos retratos-jóias de figuras populares e históricas, músicos, conhecidos, artistas e amigos. A suas biografias visuais estão suspensas entre, por um lado, a humanidade e a intemporalidade do retrato tradicional e , do outro, as obsessões pessoais de uma artista da sua geração. Ela cria imagens que refletem os seus próprios critérios de beleza assim como a beleza tal qual é construída na cultura contemporânea. Cada uma das personagens que retrata - quer se trate de Luís II da Baviera ou de Oscar Wilde, do cantor do "Nirvana", Kurt Cobain, do de "Oasis", Noel Gallagher, ou dos seus amigos artistas Craig Wadlin e Piotr Uklanski - liberta vibrações fluidas mas cativantes. A maior parte dos seus temas são homens que partilham uma qualidade andrógina. Ela representa-os todos com traços semelhantes que incluem uma tez cremosa e lábios vermelho rubi. Trabalhando a partir de fotografias que ela própria tira ou que se encontra em álbuns, livros ou revistas, Peyton rodeia-se das pessoas que mais admira, construindo um mundo ideal cheio de heróis pessoais e de lendas da atualidade. Mas ao contrário dos media que apresenta as suas qualidades de superfície, ela retrata a essência desses indivíduos com siceridade e uma admiração mesclada de ternura. No seu trabalho, ela não faz distinção entre aqueles que conhece pessoalmente e aqueles que conhece através da música, das suas fotografias ou da sua biografia. Ela escolhe de preferência os indivíduos cujo espírito a inspira e influencia os outros. Apresenta frequentemente as suas personagens numa fase enterior a terem-se tornado célebres, como no caso de Liam and Noel in the 70s, 1997."
In: Art Now, Taschen.

An important part of Elizabeth Peyton’s work operates in this interface between persona and person, between abstraction and life in all its messiness. An unashamed fan, Peyton casts an idiosyncratic, feminine gaze over icons that might already be over-familiar: in her often record-cover size portraits of Johnny Rotten, Sid Vicious, John Lennon, Kurt Cobain, Liam Gallagher and Jarvis Cocker, she invites you to look at these angsty, over-exposed white boys in a way that is true to their usually hidden androgynous essence.
Working often from newspaper photos, video freeze-frame or iconic images in books, Peyton imposes a curiously uniform look on her chosen few: button eyes, luxuriant hair, bright peacock clothes, lips as red as those that have just been kissed for a long time. (Believe me, Sid was never that cute in real life.) There is a hint of kitsch about this uniformity, and another hint of those folk-art fan portraits that used to win Beatles and Rolling Stones teen mag competitions: the forgotten, votive, feminine response to pop. Unlike these artists, however, Peyton has both painterly skills and a keen conceptual sense of her work: ‘If you look at pictures of John Lydon when he was a teenager, and then the year he started writing, you realise that he became beautiful so suddenly. Maybe it was drugs - he was getting that almost-dead, unearthly beauty - but I also think that what he was doing and what was going through him suddenly made him beautiful.’