Meret Oppenheim








"A liberdade não é algo que nos é dado, mas algo que temos de conquistar"*

Estudou na Académie de la Grande Chaumière, mas preferiu trabalhar como artista autodidata.
Em 1933,conheceu Alberto Giacometti e Hans Arp que visitaram o estúdio dela e apresentaram-na ao círculo surrealista como o qual viria a expor regularmente nos anos seguintes.
Durante este período, ela criou desenhos e pinturas, poemas e relatos de sonhos, bem como designs para instrumentos.
"Em 1933, Man Ray pediu à artista que fosse seu modelo para uma série de fotografias eróticas. A mais famosa destas imagens foi criada no estúdio do pintor Louis Marcoussis. Mostra Oppenheim perdida em pensamentos, debruçada com um ar divertido sobre uma impressora que a todos parece mais uma espécie de instrumento medieval de tortura; tem o braço esquerdo e a mão cobertos de tinta de impressão. Em maio de 1934, esta fotografia foi publicada com a permissão dela na revista Mionotaure, e alimentou o mito da fascinante criança-mulher que inspirou uma geração mais velha de surrealistas."

Seu trabalho mais conhecido é Le Déjeuner en fourrure (Desjejum em Pele) de 1936, uma xícara de café, pires e colher cobertos de pele de gazela chinesa. Só dois anos mais tarde, em 1938, é que recebeu o seu título 'oficial' dado por André Breton que naturalmente fazia referência não só a famosa pintura de Edouard Manet Le déjeuner sur l´herbe, de 1863 (que mostra duas mulheres nuas e dois homens de terno completo fazendo um piquenique ao ar livre), mas também à novela erótica de Sacher-Masoch, Venus im Pelz de 1869, cujo protagonista, Severin.
* In:Mulheres Artistas. Taschen.