Vanessa Beecroft

vanessa-beecroft-VB 45 (VB 45.107.DR) Kunsthalle wien  2001 vanessa-beecroft-VB 47(VB 47.378.DR) Peggy Guggenheim Collection, Venice 2001 hgdf 012 The artist Vanessa Beecroft stages her 60th performance ‘VB60’ at the main branch of Shinsegae Department Store in Seoul on Monday. beecroftdfd bild

“Ninguém atua, nada acontece; nem ninguém começa ou acaba nada.”*

Performances ou ‘esculturas vivas’ como as da dupla inglesa Gilbert & George. Com uma moderna forma de retrato, Vanessa Beecroft “pinta” retratos com garotas e mulheres vivas que ocupam uma sala durante certo tempo. São vestidas de maneira escassa e nunca entram em contato com os espectadores, mal se movem e parecem mais estar à espera de algo, resultando uma atmosfera fria e lúgubre.

“Estou interessada na interrelação entre o fato de os modelos serem mulhres de carne e osso e a sua função como obra de arte ou imagem”.

Em 1994, na College Gallery, Beecroft apresentou 30 jovens numa sala a que o público não tinha acesso, somente era visível através de uma janela retangular. O título deste trabalho tinha ressonâncias evidentes: A Blonde Dream (um sonho louro), uma alusão ao lugar-comum da “Beleza Ariana” propagado durante o III Reich.

Repetidamente, Beecroft coloca modelos, atrizes, ou mesmo mulheres comuns encontradas por acaso na rua, em espaços visuais definidos com precisão, aludindo neste processo a uma série de códigos culturais, desde o cinema à moda, passando pela literatura e pela arte.

Estes trabalhos foram complementados por desenhos de cabeças enigmáticas de mulheres como Lotte de 1994, com sua longa cabeleira ruiva. Os livros também se encontram como meio. Ela começou cedo a registrar importantes aspectos da sua atividade estética numa espécie de diário denominado Despair (desespero) de 1985-93, onde descrevia seus hábitos alimentares e fazia confissões íntimas.

* In: Raimar Stange. Mulheres Artistas. Taschen.

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